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A trajetória de Leonel Brizola, que faria 100 anos neste sábado

A TRAJETÓRIA DE BRIZOLA
22 de janeiro de 1922 – nasce Leonel de Moura Brizola no povoado de Cruzinha, no Rio Grande do Sul
1945 – Brizola ingressa no PTB (Partido Trabalhista Brasileiro). Dois anos depois, elege-se deputado estadual pelo PTB no RS
1949 – Conclui os estudos na Escola de Engenharia da Universidade do Rio Grande do Sul
1950 – Casa-se com Neusa Goulart, irmã de João Goulart, sendo Getúlio Vargas o padrinho do casamento
1954 – Elege-se deputado federal pelo RS e, um ano depois, é eleito prefeito de Porto Alegre
1958 – Elege-se governador do Rio Grande do Sul
1961 – Comanda a chamada “cadeia da legalidade”, movimento de resistência para derrubar veto de ministros militares e garantir a posse do vice-presidente João Goulart, que estava em missão na China quando Jânio Quadros renunciou à Presidência
1962 – É eleito deputado federal pelo estado da Guanabara, hoje o Rio de Janeiro
13 de março de 1964 – Participa do Comício da Central, no Rio de Janeiro, ao lado do presidente João Goulart. O evento contou com cerca de 150 mil pessoas para defender as reformas de base
31 de março de 1964 – Tentou articular uma resistência ao golpe militar, recebendo Jango em Porto Alegre ao lado do general Ladário Teles, comandante do III Exército. Conclamou o povo gaúcho a pegar em armas e resistir, mas Goulart decidiu refugiar-se
Abril de 1964 – Nome de Brizola aparece na primeira lista de parlamentares cassados pela Ditadura Militar. Um mês depois, ele vai para o exílio no Uruguai
1977 – Uruguai decreta a expulsão de Brizola, alegando que ele havia violado as normas do asilo. Brizola vai para os Estados Unidos e, depois, para Portugal
1979 – Com a anistia, Brizola volta ao Brasil. O TSE concede ao grupo de Ivete Vargas a sigla PTB, reivindicada por Brizola. Derrotado, ele registra o PDT junto a aliados.
1982 – Brizola é eleito governador do Rio de Janeiro. Dois anos depois, entrega o Sambódromo
1985 – Marca da gestão Brizola, é inaugurado o primeiro Ciep (Centro Integrado de Educação Pública), conhecido como “brizolão”
1989 – Brizola é derrotado no primeiro turno das eleições presidenciais. No segundo turno, mesmo após desferir ataques contra Lula, passa a apoiá-lo. Fernando Collor vence as eleições
1990 – Brizola é novamente eleito governador do Rio de Janeiro, no primeiro turno
1992 – Brizola demora a entrar na campanha pelo impeachment de Collor
1994 – Após anos de desgaste com a Rede Globo, decisão do STJ concede direito de resposta de Brizola às acusações de “senil, bajulador e paranoico”, feitas em editorial do Jornal Nacional. O apresentador Cid Moreira é obrigado a ler a resposta de Brizola
1994 – Nomes de integrantes do PDT, entre eles o do vice-governador Nilo Batista, surgem em listas de supostas propinas pagas pela cúpula do jogo do bicho carioca a políticos
1994 – Brizola sofre acachapante derrota nas eleições presidenciais, ficando em quinto lugar. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) é eleito
1995 – Ministério Público do Rio de Janeiro pede a prisão preventiva de seis pessoas, entre elas o ex-secretário de Saúde de Brizola, Astor de Melo, alegando a existência um esquema de corrupção na secretaria que teria gerado um rombo de mais de R$ 10 milhões
1998 – Brizola se torna vice de Lula na chapa que disputou a eleição presidencial naquele ano. Fernando Henrique foi reeleito. Anthony Garotinho foi o único governador eleito pelo PDT
2002 – Brizola disputa sua última eleição, concorrendo a senador pelo Rio de Janeiro, sem sucesso. Lula é eleito presidente, com apoio do PDT no segundo turno. Em dezembro de 2003, porém, o diretório nacional do partido, sob Brizola, declara independência do governo, determinando que seus filiados abandonassem os cargos. A direção estava insatisfeita com a pressão para votar matérias de cunho liberal que, segundo o PDT, afrontavam o programa eleito pelo povo
21 de junho de 2004 – Brizola morre vítima de um infarto, no Rio de Janeiro. Seu corpo é enterrado em São Borja, cidade onde também estão os túmulos de Getúlio Vargas e João Goulart
Fonte: CPDOC (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil), da FGV

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