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Policiais presos: mulher de vítima será peça-chave para esclarecer assassinato

O assassinato do auxiliar de mecânico, Francisco Xavier de Medeiros Neto, 41 anos, executado a tiros na noite de terça-feira, em Franca, está cercado de mistérios. Até o momento, há mais perguntas do que respostas. De uma coisa, a polícia tem certeza: tanto os assassinos (dos quais dois são policiais civis) quanto a vítima – todos da Grande São Paulo –  não estavam em Franca por ocaso. Não era uma missão oficial. A vinda deles para a cidade foi motivada por algo grande e ilícito. Nesse quebra-cabeça, a mulher do morto pode ser peça-chave.

Relatos que circulam em grupos de policiais no WhatsApp garantem que antes de chegaram a Franca, os ocupantes da Range Rover Evoque pararam para abastecer em um posto de Batatais. O frentista teria desconfiado do comportamento do grupo e fotografou a placa, que chegou nas mãos de PMs que estavam de serviço.

Após o assassinato, os acusados pararam no posto Galo Branco. Um golpe de sorte foi fundamental para a prisão dos envolvidos: um sargento da PM estava à paisana no posto e jogou na rede da polícia a informação de que havia visto a Evoque e o motorista falando ao celular que “algo havia dado errado”.

Minutos depois, o veículo foi parado pela PM na rodovia Cândido Portinari próximo ao trevo de Restinga. Durante a abordagem, dois homens saíram da Evoque e se identificaram como policiais civis. Ambos, foram desarmados. Ao fazerem a revista dentro do veículo, os PMs encontraram um Iphone, que pertencia à vítima. De acordo com a PM, ao puxarem as placas, foi constato que o carro era de propriedade da esposa do falecido. Havia mais de R$ 8 mil dentro do carro. Duas pistolas Glock pertencentes ao Estado foram apreendidas.

Indagados a respeito, os acusados mudaram de versão várias vezes e entraram em contradição.  Os dois policiais civis e o terceiro integrante do grupo foram encaminhados para a Central de Polícia Judiciária de Franca. O caso ficou sob responsabilidade da Corregedoria da Polícia Civil, órgão responsável para apurar ocorrências envolvendo policiais. O teor dos depoimentos dos acusados não foi divulgado.

Os investigadores acusados do assassinato seriam levados para o Presídio Especial da Polícia Civil em São Paulo. O terceiro integrante do bando deverá ficar na penitenciária de Franca.

Fontes ligadas à polícia de Franca acreditam os envolvidos vieram tratar de alguma atividade criminosa e que, certamente, tiveram apoio de comparsas baseados na cidade. Não se sabe por que o plano inicial terminou em assassinato.

A mulher da vítima, que era a proprietária do carro, poderá ajudar as responder as dúvidas que pairam sobre o misterioso crime envolvendo policiais civis em horário de folga.

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