Região

Juiz de Direito de Cássia, Capetinga e Delfinópolis lança coleção de livros

Obra é resultado de 20 anos de pesquisa em que ele enaltece a importância da Justiça

O Juiz de Direito de Minas Gerais, Juiz Eleitoral, ex-Promotor de Justiça de Minas Gerais, Bacharel em Direito e em Ciências Econômicas, Mestre em Direito Público, Practitioner, Master Practitioner e Pós Master Practitioner em Programação Neurolinguística e membro da Academia Cassiense de Letras, Armando Fernandes Filho, acaba de pôr no mercado editorial uma coleção de livros de sua autoria. O livro está nas estantes desde sexta-feira (1º de setembro).

São sete volumes, um deles com dois tomos, de modo que são oito livros: Volume 1, Da necessidade de controle do poder (304 páginas); Volume 2, Dos juízes e da função de julgar (96 páginas); Volume 3, Tentativas de interferência indevida na função de julgar (254 páginas); Volume 4, Casos demonstrativos da necessidade de se ter juízes independentes e imparciais (130 páginas); Volume 5,  Críticas e necessidade de aperfeiçoamento (170 páginas); Volume 6, tomo I, Algumas reflexões úteis ao ato de julgar (816 páginas); Volume 6, tomo II, Algumas reflexões úteis ao ato de julgar (551 páginas) e Volume 7,  Justiça: nós temos um sonho… (168 páginas).

TEMÁTICA

 A temática vem expressa no nome dos volumes. O sétimo e último volume tem o  próprio nome da coleção, sendo a síntese do que o magistrado pretendeu tratar. “Eu  quis formar um conjunto do qual sobressaísse a importância da justiça – sol que traz a cura em seus raios, como se vê do Antigo Testamento –, e os cuidados necessários  à sua realização”, conta. “Multipliquei exemplos para ilustrar cada argumento ou tópico analisado. Ainda que me dirigindo, muitas vezes, aos magistrados, tentei  fazer de tal modo que servisse a todos os que tomam decisões nas respectivas esferas de atuação, pertençam ou não ao Judiciário. Embora existam magistrados   excelentes, todos nós, que não somos perfeitos, e nossas instituições, podemos e  devemos nos lapidar. Portanto, trato disso e do que acredito venha a ser o juiz   ideal”, complementa.

20 ANOS

O trabalho demorou 20 anos para ficar pronto.    Perguntado onde procurou inspiração para escrever a coleção, Armando disse: “Conforme Deus me permite conceber, sonho com a justiça como instrumento da  construção do mundo feliz, e a justiça mais facilmente se obtém por intermédio de  juízes ideais. Formei a imagem de como seria esse juiz. Busquei inspiração na vida de muitas pessoas e de seus exemplos, algumas conhecidas, outras desconhecidas do grande público, sabedor de que a gente aprende tanto com os acertos quanto com os erros, tanto com as luzes e seus esplendores quanto com as trevas e seus eclipses, como diz São Pedro Damião. Busquei inspiração nos meus próprios erros e limitações. Busquei inspiração na figura de como seria o juiz que eu gostaria que me julgasse, e aos meus entes mais queridos. Cheguei à certeza de que sempre podemos nos aperfeiçoar, pois todos nós, humanos, somos carentes, em algum grau, de evolução. Temos ‘sede de perfeição’. Todos têm. Inclusive os que ainda não a percebem e aqueles que, num dado instante, cometem erros graves, pois ‘não há coisa no orbe por onde não passe algum nervo divino’, como assevera Ortega y Gasset”.

“As pessoas e as instituições humanas são passíveis de evolução, por mais que alguns “se achem”. Isso vale para todos os poderes da República e instituições, que se ressentem das imperfeições de seus integrantes. Todos podemos nos aperfeiçoar. Quem se crê “pronto e acabado” está, provavelmente, enfeitiçado por aquele defeito – o orgulho – que cega e distorce o entendimento, defeito do qual até os anjos devem se precaver, como lembra a alegoria de Lúcifer. Parafraseando Pompeu Magno, “evoluir é preciso, viver não é preciso”. Comparando o índio rude à pedra bruta e o missionário ao escultor, o Padre Antônio Vieira deixa-nos preciosa lição, válida para todos e em qualquer contexto, afirmando que a indústria – esforço e conhecimento humanos – e a graça de Deus tudo vencem: “… trabalhai e continuai … que nada se faz sem trabalho e perseverança – aplicai o cinzel um dia e outro dia, dai uma martelada e outra martelada, e vós vereis como dessa pedra tosca e informe fazeis não só um homem, senão um cristão, e pode ser que um santo”. E por que não um juiz ideal? Já temos magistrados excelentes, mas sempre é possível “um pouquinho mais”. No entanto, não se busca eficazmente o aperfeiçoamento sem identificarmos os defeitos e limitações de que padecemos individual e coletivamente. É o tal do “Conhece-te a ti mesmo”, que já ornamentava o portal do Oráculo de Delfos, o conhecimento mais difícil de se obter e, justamente por isso, o mais útil. À medida em que melhor nos conhecermos e nos aperfeiçoarmos, nossas decisões serão melhores em todos os sentidos. Alguns acham ser um sonho impossível a obtenção dos juízes ideais. Eu, não. Sonhar é de nossa essência. Como disse o grande dramaturgo, “nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos”.  Um sonho só é inútil se não for posto em ação. Sonhar é um tipo de jardinagem, uma forma de planejamento, conforme Gloria Steinem, um tipo de semeadura e realização, conforme Alain Daniélou”, refletiu.

2° LIVRO

Quanto ao lançamento “formal”, a pandemia dificultou esse tipo de atividade. A coleção já está publicada e à venda através da Editora Lemos & Cruz.

Esse é o segundo livro do Juiz de Direito. Já havia escrito um livro em parceria com o Padre Francisco Albertin, chamado “Justiça, um sonho eterno”, sobre Amós, o profeta da justiça social.

Realista, o juiz termina: “Como alguns já disseram, a injustiça ‘envenena até mesmo em doses homeopáticas’, pois é ‘o vício inteiro’, e não uma parte do vício, e que a justiça, por sua vez, é a ‘virtude inteira’, o horizonte e a lei de coexistência das demais: ‘Todo valor a supõe; toda humanidade a requer … nenhuma felicidade a dispensa’. Apresento a obra não como quem pretende ensinar, mas na condição de eterno aprendiz que deseja a sua companhia para pensarmos e lavrarmos juntos, pois ‘creo que he visto una luz al otro lado del rio’, como canta Jorge Drexler”.

O livro por ser encontrado na editora “   Lemos & Cruz – Livraria e Editora” (www.lemosecruz.com.br – email [email protected]), o endereço é Rua Major Nicácio, 2.308 – Franca(SP) – Fone (16) 3722-6855. O preço da coleção é R$ 799,00.

Luciene Garcia

É jornalista e criadora da personagem Lulu do Canavial.

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