Religião

Mulher, por que choras?

“No primeiro dia da semana, bem cedo, estando ainda escuro, Maria Madalena chegou ao sepulcro e viu que a pedra da entrada tinha sido removida.” João‬ ‭20:1

O contexto deste versículo trata da ressurreição de Jesus. Era o domingo após sua terrível morte na cruz. Maria e todos os seguidores de Cristo estavam confusos e perdidos, não haviam ainda se recuperado da perda muito menos entendido o propósito de tudo aquilo.
Maria, no entanto recebe mais um golpe quando encontra o túmulo de Jesus aberto e vazio. Alguns outros discípulos são chamados, observam a cena, mas ninguém encontra uma resposta diante do sepulcro vazio. Pedro e o outro discípulo vão embora. Maria fica ali.
Maria permanece em frente ao túmulo chorando. Seu choro é de dor, mas também de medo, incerteza, de saudade, luto e de grande perda. Os discípulos foram embora, mas Maria não tinha mais para onde ir. Sua dor estava estacionada ali, naquele túmulo.
Maria Age como muitos de nós, diante de nossas perdas e frustrações. Diante das negativas da vida e de projetos e sonhos saqueados.

Onde a dor estacionou sua vida? Em frente a qual sepulcro você parou? Não sabemos quanto tempo Maria permaneceu ali, antes de ver dois anjos e conversar com eles. “Eles perguntaram: ‘Mulher, por que choras? Levaram o meu Senhor” respondeu.
Os anjos sabiam o porquê Maria chorava, mas talvez não tenham entendido a razão do choro diante do milagre da ressurreição.
O sepulcro vazio assusta e nos dá a sensação de que fomos saqueados e violados em nossas expectativas, mas o sepulcro vazio representa mais, representa liberação, representa o milagre à moda de Deus, representa sua intervenção.
O sepulcro vazio era a marca do poder de Deus, mas Maria e os discípulos não conseguiam enxergar dessa maneira. A dor era grande e o vazio do coração era maior. Maria esteve diante de dois anjos e não percebeu. Ela conversou com dois seres celestiais e continuou presa ao sofrimento da carne. E como se isso já não fosse surpreendente, Maria fala com o próprio Jesus e não o reconheceu, porque seu olhos estavam focados na perda e no sofrimento. “Nisso ela se voltou e viu Jesus ali, em pé, mas não o reconheceu.” João 20:14

Também somos assim, aprisionamos nosso olhar e nosso coração naquilo que perdemos ou que ainda não conquistamos. Choramos diante de um túmulo vazio e não percebemos o milagre à nossa frente.
O milagre nem sempre é a vitória que pedimos, a cura, o livramento, mas sempre, somos nós! Os que vencem as lutas, os que superam as perdas, aprendem com os desafios e se aproximam mais de Deus durante as provações.
Jesus não foi poupado da morte, mas viveu a ressurreição. Os discípulos não foram poupados da dor, mas viveram a profunda transformação daqueles que andam lado a lado com Cristo.
Enxugue as lágrimas, tire os olhos do sepulcro, há outras ressurreições acontecendo, há vida à sua volta. Busque a presença de Deus e passe a contemplar um milagre em cada dia de sua vida.

Prs Luís Fernando e Vanessa

Vanessa Triffoni Minelli e Pastor Luis Fernando Minelli são casados. São pastores na Comunidade Esperança de Franca. Ela é autora do livro “Não foi para morte, mas para a glória de Deus”. Luís Fernando é conselheiro de ética do Conselho de Pastores de Franca e diretor da Comissão de Cidadania e Política e é construtor.

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