Religião

O que pode realmente saciar o coração humano?

Muitas coisas nutrem nosso corpo e as civilizações fizeram da culinária uma arte que nos permite saborear pratos deliciosos e saudáveis. Porém, talvez, neste anseio e busca do alimento material, tenham se distanciado da fonte e do alimento que nutre a nossa alma e, sobretudo, tornou-se difícil discernir o que realmente nos permite saciar o coração e elevar o espírito.

Às vezes confundimos desejo e satisfação com saciedade: apaixonados por alguma coisa, por mansões, carros de luxo, roupas de grife, por glória, investimos muita energia na tentativa de satisfazer nossos sonhos e ilusões, e o pior de tudo, ficamos frustrados por não conseguir obter o objeto de nosso desejo. E quando mal alcançamos uma meta imediata no coração, surge o desejo de algo mais novo, mais bonito, mais cativante. 

Jesus, com sua ternura, revela-nos o motivo da nossa perene e velada insatisfação: só o alimento que ele dá é capaz de nos saciar plenamente. Só Deus preenche o desejo de infinito que carregamos em nossos corações: “Meu coração estará sempre inquieto, enquanto não encontrar a paz em vós”(Santo Agostinho).

Fomos criados em um sistema que nos fez crescer num regime egocêntrico, mas a Eucaristia nos educa a viver no amor e na unidade, ou seja, em comunhão uns com os outros. A Eucaristia realiza a unidade da Igreja em Cristo. Numa humanidade fragmentada onde as pessoas vivem isoladas umas das outras, nós cristãos vivemos a Eucaristia, que cria a comunhão entre nós. Por meio do amor e da sua entrega total, Cristo venceu a morte, Ressuscitou. Aquele que vive o amor em Cristo vence a morte, o mal e o ódio. O amor jamais acabará; o amor permanece para sempre.

 Fonte: Paolo Curtaz ePe. MarKo RupiniK

Pe Mário Reis Trombetta

É vigário da Paróquia Cristo Rei, em Orlândia. Já atuou nas Paróquias Santana, São Crispim e Santa Rita de Cássia, em Franca. Fez Filosofia na Capelinha, com os Agostinianos e, em 1992, seguiu para Florença, Itália, e posteriormente, Madri, na Espanha, para concluir seus estudos. Retornou a Franca em 96 e foi ordenado padre em 98. Completa este ano 23 anos de sacerdócio.

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