Opiniões

Farmácias: Porque algumas vendem tão mais barato?

Dentre muitos gastos essenciais necessários a sobrevivência, um deles se destaca em virtude de seu alto custo para a população brasileira, os remédios e medicamentos. Segundo estudos recentes, o governo gasta apenas uma pequena fatia de toda sua receita com saúde, gerando grande necessidade de as famílias consumirem boa parte de suas rendas com a compra de medicação.

Hoje em dia no Brasil, existem diversos tipos de farmácias. Das quase 100 Mil farmácias existentes no país, algumas focam em preço baixo, outras em produtos importados, muitas em diversidade de produtos, mas o que todas elas têm em comum? A maior parte das suas vendas, vem do comercio de medicamentos. Segundo a revista exame, o comercio de remédios movimenta muitos bilhões de reais todo ano no país e junto a todo esse faturamento, a arrecadação dos impostos pagos pelos brasileiros que se aventuram empreendendo neste setor.

De que o segmento farmacêutico é um dos que mais cresce no país, não existe novidade, mas poucos sabem que o sistema tributário dos medicamentos é diferente e complexo e que muitos empresários do setor acabam pagando mais impostos do que o necessário. No caso das farmácias, grande parte dos produtos comercializados possuem um regime concentrado de tributação, o qual o governo, Federal e Estadual, antecipam os impostos que seriam devidos nas vendas das farmácias para as vendas das indústrias e laboratórios, desta forma, eliminando a necessidade de as farmácias pagarem estes impostos sobre suas vendas, pois haveria pagamento indevido e em duplicidade.

De acordo com o estudo do IBGE, 9 a cada 10 empresas no Brasil, pagam impostos indevidamente e isso também se aplica ao seguimento farmacêutico, principalmente em virtude da complexidade tributária de seus produtos. Nem tudo está perdido para os empresários do setor, pois a legislação brasileira permite que estas operações com pagamento indevido de imposto, sejam revisitadas e caso seja comprovado o equívoco, é possível resgatar estes valores pagos indevidamente dentro dos últimos 5 anos de operação da empresa. Após recuperado, dinheiro este que pode ajudar a farmácia a crescer, se modernizar, abrir novas unidades, contratar pessoas, realizar uma reforma ou simplesmente ir para o bolso de seus proprietários.

Plínio Reis

É administrador de empresas formado pelo UniFacef, é especialista tributário há mais de 10 anos, tendo atuado nas maiores consultorias tributárias do mundo. É francano e mora em São Paulo, onde é CEO na Bart Gestão Tributária

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