Opiniões

Liberdade, responsabilidade e transformação têm a ver com desigualdades

Com o cenário pandêmico, a desigualdade social intensificou ainda mais, ou seja, a cada dia está mais observável a ameaça permanente à existência, abalando a experiência, a mobilidade, a vontade e impõe diferentes formas de humilhação, produzindo intenso sofrimento.

Por trás da desigualdade há muito sofrimento, medo, insegurança, humilhação, instabilidade emocional. Entretanto, há o deslumbrante fenômeno humano chamado Vontade de Sentido, ou seja, a força motriz da vida humana, que impulsiona o ser humano a lutar, a seguir em frente, a se superar, e através da Vontade de Poder, recomeçar, mesmo no pior cenário e alcançar o sentido da sua vida.

A Psicologia, juntamente com o Direito, tem o dever de resguardar a dignidade humana e, tornar acessível, o que prega a Constituição, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) etc. Criar e aperfeiçoar políticas públicas sociais que promovam equidade social, inclusão, atendendo necessidades sociais, culturais, econômicas, políticas e espirituais, desmistificar padrões culturais; elucidar um sistema afetivo/criativo, para sustentar a atuação ética da transformação social, é o grande desafio do combate à desigualdade social.

Mesmo em situação de miséria, o homem não está reduzido apenas à vida biológica. Sempre há sutilezas psicológicas, que o impulsionam a ações transformadoras, seja de forma individual ou coletiva, com base na liberdade de escolhas, visando superar a desigualdade social em que se encontra.

Mente e corpo caminham juntos, devem estar equilibrados, corpo e alma juntos, sem hierarquia, alinhados, para, então, o homem ter condições e poder para ser afetado e afetar, na forma de emoções, sentimentos, poder agir, pensar e desejar de acordo com os seus objetivos, com saúde e qualidade de vida, perseverando na própria existência e força vital.

Através do autoconhecimento é possível encontrar equilíbrio e com a criatividade busca-se imaginação, para atuar com liberdade humana, mediada pelas emoções e com base na afetividade que se desafia e se supera em busca de saúde e qualidade de vida.

Não há esperança sem medo e vice-versa. Afinal, o medo equivale à impotência da alma que, dominada, instiga novos medos e esperança em vencê-los …

Toda emoção é uma convocação a uma ação, ou seja, por mais que você deseje ser indiferente a algo é improvável; escolher não agir é uma ação.

Convido você, caro leitor, a não se permitir deixar a desigualdade social afetar negativamente sua vida. Invista em sua saúde mental, em autoconhecimento e seja protagonista de sua existência.

Viver é mais que sobreviver, temos necessidades biológicas e fisiológicas como manter uma boa alimentação, descansar, dormir, mas, também, são de suma importância bons encontros para potencializar a liberdade, felicidade, motivação, criação e desfrutar da melhor versão de nós mesmos.

Analba dos Reis Alves

É psicóloga (CRP 06/173476) [email protected] @psi.analba

4 Comentários

  1. Gostei do seu conselho de não deixar a desigualdade social nos afetar negativamente.
    Eu deixo muito de passear pensando nos outros que não podem ir.
    Nós criamos uma rotina e vamos sobrevivendo em vez de viver bem.

  2. Bem-vinda ao nosso portal FF, a Folha de Franca, caríssima expert da Psicologia, Analba!
    Sopre, sopre conceitos, princípios, conselhos, orientações, dicas de como viver melhor com a gente mesmo. Encha os pulmões de nossa alma com os seus conhecimentos e experiências humanas e clinicamente vivenciadas em seu dia a dia.
    Théo Maia e Joelma Ospedal – diretores

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