Opiniões

Ser ou ter, eis a questão!

Por Ana Emília Pedigone Cordeiro

Olá, caros leitores! Sou Ana Emília, advogada, mestranda em Direito Internacional. Sempre fui apaixonada por moda e antenada nesse ambiente encantador. E nos nossos encontros, aqui na FF, vou abordar esse assunto com vocês, a partir de vários ângulos. Como primeiro tema, para essa coluna de estreia, escolhi para o nosso papo de hoje principalmente nessa fase de pandemia que estamos vivendo, fazer um alerta sobre as compras relacionadas ao consumo consciente.

Quem nunca comprou alguma coisa só porque achou bonita e estava na promoção e depois se arrependeu? De vez em quando, gostamos de fazer uma comprinha para quebrar a rotina e termos aquela sensação momentânea de felicidade, o que a internet tornou muito mais fácil e atraentemente acessível.

O consumismo se manifesta quando a pessoa compra mais do que pode e precisa. O “ter” é o que importa.

Com o consumismo, vem também o exibicionismo, aquela sensação de ser notado, e por extensão, desejado.

Ao ultrapassar a linha entre o saudável e o exagerado, o consumidor pode se transformar em impulsivo ou compulsivo. 

O impulsivo, ainda não tão grave, já acelera os passos para compulsividade, que é uma doença aos olhos da medicina, catalogada pela Organização Mundial da Saúde como oniomania.

A pessoa é viciada em compras, sentindo um desejo intenso de comprar tão grande, que só passa com a aquisição do item desejado; e outro, e de outro, em um doentio círculo vicioso!

O terrível é que a sensação boa, verdadeiro prazer de ter e ter mais e mais passa rapidamente. Logo após a compra, vem o arrependimento e muitas vezes acompanhado de problemas financeiros indizíveis.

Por isso, a importância de registrar os gastos e colocar na balança o que realmente vale a pena comprar é fundamental. 

A maioria das pessoas não se dá conta que assumir o risco de comprar excessivamente ou sem pensar, pode causar problemas financeiros e com tormentos e transtornos pessoais e familiares.

A coisa é séria, de modo a ter despertado a existência de grupos de apoio, como o “Devedores Anônimos”, nos quais outros compulsivos compartilham suas experiências.

Ponha na balança. Quanto vale a sua tranquilidade, o seu nome, …

Ana Emília Pedigone Cordeiro

É advogada e mestranda em Direito Internacional.

7 Comentários

  1. Parabéns Ana Emília, uma matéria bastante importante. Muitas vezes algumas pessoas tem essa mania ou hábito de comprar sem a devida necessidade e trazendo consequências indesejáveis. É um problema que precisa de ajuda. Parabéns

  2. Ana Emília, parabéns pelo texto, que seja apenas o primeiro de muitos!!!
    Reconhecer o problema, já é parte da solução …

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